Unidade de Reciclagem de Entulhos da Construção

Unidade de Reciclagem de Entulhos da Construção

A resolução CONAMA Nº 307, de 5 de julho de 2002, estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, os entulhos, agora devidamente regulada pela Lei Federal Nº. 12.305 de 2010.

Dentre as várias diretrizes estabelecidas, destacam-se as seguintes:

  1. Os geradores deverão ter como objetivo prioritário, a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final;
  2. A partir de julho de 2004, os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros de resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d'água, lotes vagos e áreas protegidas por lei;
  3. Deverá constar no Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, com obrigatoriedade de elaboração pelos municípios e Distrito Federal até janeiro de 2004, o incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados no ciclo produtivo.

Dentre os resíduos sólidos urbanos, um dos que causa grande impacto ambiental é o entulho da construção civil, ou simplesmente entulho. O entulho é oriundo de demolições, reformas e de novas construções e quando são depositados de forma inadequada originam grandes problemas. O entulho é um resíduo de grande massa e volume, ocupando, portanto muito espaço nos aterros e locais de descarte clandestinos. Seu transporte, em função não só do volume, mas do peso, torna-se oneroso.

O entulho apresenta como características particulares a predominância de materiais inertes e passíveis de reaproveitamento. A partir de entulhos é possível produzir agregados como areia e brita para uso em pavimentação, contenção de encostas, canalização de córregos e uso em argamassas e concreto.

A taxa de produção média de entulho, no Brasil, é de 0,21 toneladas por habitante por ano.

As unidades existentes mostraram ser economicamente viáveis.

Em grandes centros urbanos, onde o valor da areia é muito grande, o empreendimento fica ainda mais interessante do ponto de vista econômico.

Há ainda que se considerarem os outros diversos benefícios decorrentes do empreendimento, notadamente os de natureza ambiental, tais como o aumento da vida útil dos aterros e a diminuição da poluição visual.